domingo, 18 de maio de 2014
LIVRO POEMEUS GUTO GUEDES
LANÇAMENTO DO LIVRO POEMEUS GUTO GUEDES - 28/05/2014 - TEMPLO BAR, BAURU/SP
Para quem sofre do Transtorno Bipolar, um filme sensacional.
O LADO BOM DA VIDA
A sinopse diz basicamente toda a parte superficial que você precisa para decidir ler ou não o livro. Pat esteve um bom tempo internado em uma instituição psiquiátrica. Ele perdeu a memória pouco depois de ter sido internado e só lembra de que ele e Nikki, sua "esposa" estão vivendo um "tempo separados". Quando sua mãe aparece para levá-lo para casa Pat fica imaginando se Nikki já pôs um fim ao “tempo separados”, mas toda vez que fala disso sua mãe chora. Em casa não encontra fotos e nenhum resquício de Nikki. Ele ainda tem problemas para controlar o temperamento e toda semana visita o Dr. Patel, que ao longo das consultas se torna mais do que um psiquiatra. Assim como Tiffany, cunhada de seu amigo Ronnie, vizinho da família. Pat segue com sua rotina exaustiva de exercícios, além de ler tudo de literatura americana que encontra. Tudo para mostrar a Nikki que mudou, mas a medida que o tempo passa Pat começa acreditar que está próximo da virada final que vai levá-lo ao final feliz, como nos filmes. Mas sua memória está voltando e sua família deixa escapar pouco a pouco os segredos escondidos. Será mesmo que existe um final feliz para o filme da vida de Pat?
A premissa é quase essa, mas seria injusto simplificar em poucas linhas a história de Pat Peoples. Com pouco mais de cinco páginas já estava envolvida com este peculiar protagonista. A narrativa de Matthew Quick é diferente, simples, mas sensível e com trechos realmente profundos. Alterna momentos tristes com momentos de felicidade e esperança. Além de pequenos toques de um humor estranho, afinal a maioria deles surgem em situações onde não deveríamos rir. A história conquista por oferecer o lado bom de uma vida que não tem exatamente nada de bom. Uma história sobre encontrar forças sem se esperar e esperar coisas boas de onde jamais vão sair.
A crença do personagem na vida é algo extraordinário. Isso pode incomodar os que acham que não existem mais pessoas ingênuas e/ou crentes desse jeito, mas é tocante o esforço que Pat faz para mudar. Mesmo que por motivos errados. Pat é o que as pessoas definiriam como louco. Reage mal a diversas situações, mas tem consciência disso, e almeja com um desejo quase infantil que suas metas se realizem porque afinal tem sido um homem melhor.
Para acompanhar Pat temos sua família, Tiffany e o perspicaz Dr. Patel. O autor foi muito feliz com todos seus personagens secundários. Tiffany passou por mau bocado e está quase tão fragilizada psicologicamente quanto Pat. Uma dupla estranha e imperfeita. A crença de Pat em acabar com o "tempo separados" rendeu ótimos momentos entre ele e Tiffany.
O LADO BOM DA VIDA
A sinopse diz basicamente toda a parte superficial que você precisa para decidir ler ou não o livro. Pat esteve um bom tempo internado em uma instituição psiquiátrica. Ele perdeu a memória pouco depois de ter sido internado e só lembra de que ele e Nikki, sua "esposa" estão vivendo um "tempo separados". Quando sua mãe aparece para levá-lo para casa Pat fica imaginando se Nikki já pôs um fim ao “tempo separados”, mas toda vez que fala disso sua mãe chora. Em casa não encontra fotos e nenhum resquício de Nikki. Ele ainda tem problemas para controlar o temperamento e toda semana visita o Dr. Patel, que ao longo das consultas se torna mais do que um psiquiatra. Assim como Tiffany, cunhada de seu amigo Ronnie, vizinho da família. Pat segue com sua rotina exaustiva de exercícios, além de ler tudo de literatura americana que encontra. Tudo para mostrar a Nikki que mudou, mas a medida que o tempo passa Pat começa acreditar que está próximo da virada final que vai levá-lo ao final feliz, como nos filmes. Mas sua memória está voltando e sua família deixa escapar pouco a pouco os segredos escondidos. Será mesmo que existe um final feliz para o filme da vida de Pat?
A premissa é quase essa, mas seria injusto simplificar em poucas linhas a história de Pat Peoples. Com pouco mais de cinco páginas já estava envolvida com este peculiar protagonista. A narrativa de Matthew Quick é diferente, simples, mas sensível e com trechos realmente profundos. Alterna momentos tristes com momentos de felicidade e esperança. Além de pequenos toques de um humor estranho, afinal a maioria deles surgem em situações onde não deveríamos rir. A história conquista por oferecer o lado bom de uma vida que não tem exatamente nada de bom. Uma história sobre encontrar forças sem se esperar e esperar coisas boas de onde jamais vão sair.
A crença do personagem na vida é algo extraordinário. Isso pode incomodar os que acham que não existem mais pessoas ingênuas e/ou crentes desse jeito, mas é tocante o esforço que Pat faz para mudar. Mesmo que por motivos errados. Pat é o que as pessoas definiriam como louco. Reage mal a diversas situações, mas tem consciência disso, e almeja com um desejo quase infantil que suas metas se realizem porque afinal tem sido um homem melhor.
Para acompanhar Pat temos sua família, Tiffany e o perspicaz Dr. Patel. O autor foi muito feliz com todos seus personagens secundários. Tiffany passou por mau bocado e está quase tão fragilizada psicologicamente quanto Pat. Uma dupla estranha e imperfeita. A crença de Pat em acabar com o "tempo separados" rendeu ótimos momentos entre ele e Tiffany.
quarta-feira, 26 de março de 2014
Nuvens de amor
O tempo não nublou por acaso
Você não pode mais ser meu caso
As nuvens se formam em corações
Tenho medo da suas ações
Noite fria, quarto de hotel
Praia, Mar, sinto o seu mel
O vento equilibra minha mente
Só não goza quem não sente
O veneno saindo pelos poros
Só conto para você aonde eu moro
Me escondo das piriguetes de sempre
Não te dei um filho, que me lembre
O amor flutua na minha mente
O coração bate e nunca mente
Que dó ver seu espírito deprimente
Mas sinto que errar é ser inocente
GUTO GUEDES
O tempo não nublou por acaso
Você não pode mais ser meu caso
As nuvens se formam em corações
Tenho medo da suas ações
Noite fria, quarto de hotel
Praia, Mar, sinto o seu mel
O vento equilibra minha mente
Só não goza quem não sente
O veneno saindo pelos poros
Só conto para você aonde eu moro
Me escondo das piriguetes de sempre
Não te dei um filho, que me lembre
O amor flutua na minha mente
O coração bate e nunca mente
Que dó ver seu espírito deprimente
Mas sinto que errar é ser inocente
GUTO GUEDES
Título: Norusca, um fusca na banguela
Que saudade da minha infância nas cadeiras cativas do Alfredo de Castilho:
75,76,7,78, 79, 80.....1981, meu pai, dentista, mostrando os dentes de alegria ao ser diretor do Noroeste. Colocando dinheiro e nunca tirando como canalhas atores que se dizem noroestinos doentes. Doentes em meter a mão no clube, chorarem lágrimas cifracionais. 82,83,84, apelido de Iô-Iô, adorava brincar desse brinquedo. Brinquedo chamado Noroeste, em que cada hora vinha um testar, mas ele caía e subia. 85, Osmair, 86, 87 o melhor time que já vi: Everton, Edinho, Vitor Hugo, Amarildo e Jacenir; Marcio Araújo, Vadinho e Lívio; Chico Espina, Rodinaldo e Baroninho. Era de Marco Antonio Patah Batista, o pool de empresas, sem as mãos de bingo, jogo tão sujo como o Pocker (porcker!), que chega a Bauru, por mais oportunistas - cassinos clandestinos atrás do BTC, justiça de Bauru se fazendo de morta, prendem máquinas de caça-níqueis, fecham bingos e divulgam e jogam carteados, a dinheiro sujo.
Mas voltando ao Noroeste: 1988, Ronaldo Marques, o goleador, 89, 90, 91, Caio Coube, mais um vitorioso, Baroninho na equipe de base e o maior craque que joguei a favor e contra: Marcelo Laborda, seria no mínimo um novo Zico. 92,93 e passa até 2006, outro timaço. E Damião se cansou, Bauru se cansou, estádio abandonado, 2014, Bauru província, dona onça é o destaque "positivo" e o Noroeste, como num faroeste, toma o tiro fatal: Quarta divisão a vista, Norusca, o fusca na banguela perde-se de vista, a administração e a retrospectiva não é revista, pagam-se os jogadores à vista?
Que vergonha, eu, Sinuhe, meu pai, Reynaldo Grilo e poucos outros torcedores de verdade estamos de luto. Não há luta mais! Bingo! Deu número 13, a maquininha vermelha, como a ferrovia, a estação, os trilhos e os trens descarrilharam. Não adianta chamar a Dilma, nem ir a Bolívia trazer trilhos recheados, nem o maior dos Bidus. O futebol de Bauru virou vudu!
GUTO GUEDES, poeta, escritor e compositor.
Que saudade da minha infância nas cadeiras cativas do Alfredo de Castilho:
75,76,7,78, 79, 80.....1981, meu pai, dentista, mostrando os dentes de alegria ao ser diretor do Noroeste. Colocando dinheiro e nunca tirando como canalhas atores que se dizem noroestinos doentes. Doentes em meter a mão no clube, chorarem lágrimas cifracionais. 82,83,84, apelido de Iô-Iô, adorava brincar desse brinquedo. Brinquedo chamado Noroeste, em que cada hora vinha um testar, mas ele caía e subia. 85, Osmair, 86, 87 o melhor time que já vi: Everton, Edinho, Vitor Hugo, Amarildo e Jacenir; Marcio Araújo, Vadinho e Lívio; Chico Espina, Rodinaldo e Baroninho. Era de Marco Antonio Patah Batista, o pool de empresas, sem as mãos de bingo, jogo tão sujo como o Pocker (porcker!), que chega a Bauru, por mais oportunistas - cassinos clandestinos atrás do BTC, justiça de Bauru se fazendo de morta, prendem máquinas de caça-níqueis, fecham bingos e divulgam e jogam carteados, a dinheiro sujo.
Mas voltando ao Noroeste: 1988, Ronaldo Marques, o goleador, 89, 90, 91, Caio Coube, mais um vitorioso, Baroninho na equipe de base e o maior craque que joguei a favor e contra: Marcelo Laborda, seria no mínimo um novo Zico. 92,93 e passa até 2006, outro timaço. E Damião se cansou, Bauru se cansou, estádio abandonado, 2014, Bauru província, dona onça é o destaque "positivo" e o Noroeste, como num faroeste, toma o tiro fatal: Quarta divisão a vista, Norusca, o fusca na banguela perde-se de vista, a administração e a retrospectiva não é revista, pagam-se os jogadores à vista?
Que vergonha, eu, Sinuhe, meu pai, Reynaldo Grilo e poucos outros torcedores de verdade estamos de luto. Não há luta mais! Bingo! Deu número 13, a maquininha vermelha, como a ferrovia, a estação, os trilhos e os trens descarrilharam. Não adianta chamar a Dilma, nem ir a Bolívia trazer trilhos recheados, nem o maior dos Bidus. O futebol de Bauru virou vudu!
GUTO GUEDES, poeta, escritor e compositor.
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